É grande a influência dos militares no MEC

Por Vanessa Bencz, para o Tribuna Universitaria

O militarismo é uma tendência do governo Bolsonaro, na educação não seria diferente. Assumindo cargos de liderança e outros auxiliares a comunidade educacional observa a grande a influência dos militares no MEC. Além dos militares, o ministro da Educação vem sendo influenciado por lideranças do movimento Escola sem Partido, que prega contra uma suposta doutrinação ideológica nas escolas.

Gabinete

O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, chamou um coronel da reserva do Exército para ser o chefe de gabinete adjunto. O militar que assume tal responsabilidade é Ayrton Pereira Rippel. O regimento interno para o gabinete do ministro é rígido. As atividades que Rippel assumirá vão desde o preparo para despachos de expediente pessoal, até exercer ações de comunicação social. 

INEP

Já no departamento do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), existe outro convocado familiarizado com a rotina militar. O general Francisco Mamede de Brito Filho é chefe de gabinete da secretaria do Inep. Francisco é da reserva ativa do exército e já atuou como chefe do Estado Maior do Comando Militar do Nordeste.

EBSERH

Para dirigir a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), vinculada ao MEC, Vélez indicou Oswaldo de Jesus Ferreira, general da reserva. Ele foi convocado especialmente pelo próprio presidente Bolsonaro para assumir a Ebserh – esta que integra um conjunto de ações empreendidas pelo Governo Federal no sentido de recuperar os hospitais vinculados às universidades federais.

Assumir a Ebserh é uma tarefa complexa. É preciso estudo e experiência para adotar medidas que contemplem a reestruturação física e tecnológica das unidades. Modernizar o parque tecnológico, revisar o financiamento da rede e a recuperação do quadro de recursos humanos dos hospitais são algumas das medidas necessárias que a partir de 2019 estarão nas mãos de Oswaldo, que tem 45 anos de experiência dentro do exército.

CAPES

Outro nome recomendado pelo meio militar é o do engenheiro Anderson Ribeiro, que era reitor do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA). Ele deixou o cargo para assumir a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que cuida da pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado) no Brasil.

Secretaria Executiva

Como informado anteriormente pela Tribuna Universitária, Luiz Antônio Tozi, novo secretário-executivo do MEC, também é indicação do meio militar. Ele é engenheiro e doutor formado pelo ITA. Antes de aceitar o convite para o MEC, atuava no Centro Paula Souza, autarquia que gerencia as escolas e faculdades técnicas vinculadas ao governo de São Paulo.

Muitos nomes ainda estão para ser confirmados para cargos auxiliares do MEC – e paira no ar a certeza de que mais profissionais habituados à farda estarão no comando do futuro da educação.

Essa matéria faz parte da reportagem de estréia do portal Tribuna Universitária sobre os novos dirigentes do Ministério da Educação sob o governo de Jair Messias Bolsonaro. Confira outras matérias sobre o assunto:

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