Definidos os cinco finalistas do Nobel de Literatura de 2020

De acordo com o calendário da Academia Sueca, que distribui o prêmio desde 1901, cinco finalistas já foram selecionados. Entre junho e agosto é realizada a leitura das obras. Em setembro os membros da Academia se reúnem. Em outubro é anunciado o vencedor, que deve obter a maioria dos votos dos dezoito acadêmicos e acadêmicas. Em dezembro é realizada a entrega da premiação em cerimônia de gala que, em tempos de pandemia, pode não ocorrer.

Depois de dois anos conturbados na Academia Sueca, que resultaram na atribuição de dois prêmios no mesmo ano (em 2019 foram entregues o prêmio do ano corrente e de 2018, atrasado devido a escândalos envolvendo membros da instituição), a entidade responsável pela atribuição do Prêmio Nobel de Literatura desde 1901 parece seguir à risca o calendário da premiação deste ano, afirma o portal português Público.

A escolha dos cinco finalistas, de acordo com o sítio eletrônico da própria Academia, é a quarta etapa do processo e ocorre no final de maio. O calendário anual tem oito etapas e inicia no ano anterior à concessão do prêmio. As etapas:

  • Setembro: o Comitê do Prêmio Nobel envia formulários a pessoas e instituições qualificadas para realizar inscrição de nomes para possível candidatura.
  • Fevereiro: encerra-se o prazo para devolução do formulário. A lista de inscrições é submetida à Academia para aprovação.
  • Abril: após estudos, são selecionados pelo Comitê entre quinze e vinte candidatos da lista de inscrições para consideração da Academia como pré-candidatos.
  • Maio: a lista de inscrições é diminuída para cinco nomes, que se tornam candidatos.
  • Junho a agosto: todos os membros da Academia realizam a leitura das obras dos cinco candidatos.
  • Setembro: a Academia se reúne para debater as cinco candidaturas e suas obras.
  • Outubro: é anunciado o vencedor do prêmio, que precisa do voto da maioria simples dos acadêmicos e acadêmicas.
  • Dezembro: o prêmio (um diploma, uma medalha de ouro e um documento especificando o valor do prêmio em dinheiro) é entregue em uma cerimônia especial.

Sigilo

O estatuto da Academia proíbe a divulgação de dados sobre todas as etapas da premiação por um período de cinquenta anos. Por isso, eventuais nomes indicados são fruto de especulação. Na mídia portuguesa, que cita como fonte o jornal espanhol El País, são sugeridos como possíveis candidatos os autores Mircea Cartarescu (Romênia), László Krasznahorkai (Hungria), Nina Bouraoui (França), Sofi Oksanen (Finlândia), Jon Fosse (Noruega), Liudmila Ulítskaia (Rússia), Ngugi wa Thiong’o (Quênia), Maryse Condé (França/Guadalupe) e David Grossman (Israel).
Segundo o Público, há boatos que seja escolhida ou escolhido algum autor do continente africado. Nada confirmado.

Covid-19

Se as previsões para o fim da pandemia estiverem certas, há chances de que o prêmio não seja entregue da maneira tradicional. A cerimônia costuma ter grande número de convidados, o que vai de encontro às normas sanitárias da Organização Mundial de Saúde.

Sobre Olivir Freitas 2 artigos
Técnico-administrativo em Educação da Universidade Federal do Paraná (UFPR), formado em Letras. Escreve sobre literatura e assuntos aleatórios no Tribuna Universitária.

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