Doutor em ciência da religião assume regulação se supervisão do ensino superior

Por Vanessa Bencz, para o Tribuna Universitária

A Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres) existe para zelar para que a legislação educacional seja cumprida

Marco Antônio Barroso Faria.
Secretário de Regulação
e Supervisão da Educação Superior

Marco Antônio Barroso Faria, que comandará a Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres) do MEC, foi orientado pelo ministro da Educação Ricardo Vélez Rodríguez em seu mestrado e doutorado na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Faria, assim como outros dirigentes convocados para assumir diretorias no MEC, não tem experiência em gestão pública.

Conforme está descrito no portal do MEC, a Seres é a unidade responsável pela regulação e supervisão de Instituições de Educação Superior (IES), públicas e privadas, pertencentes ao Sistema Federal de Educação Superior. Estão inclusas nesta pasta também regulações para cursos superiores de graduação de bacharelado, licenciatura e tecnológico, e de pós-graduação lato sensu – tanto na modalidade presencial ou à distância.

Como secretário do Seres, Faria deve zelar para que a legislação educacional seja cumprida. Toda ação deve buscar a elevação da qualidade do ensino por meio da composição de planos para a expansão de cursos e instituições – sempre atentando-se às diretrizes curriculares nacionais e de referências de qualidade. A Seres também é responsável pela Certificação de Entidades Beneficentes de Assistência Social na Área de Educação (Cebas-Educação).

Trajetória acadêmica

O novo secretário foi orientado pelo ministro Vélez Rodríguez no mestrado e doutorado em Ciência da Religião em 2013. Faria é professor e pesquisador da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), desde 2011, na Unidade Ubá. Ele leciona no departamento de filosofia e história das ciências, ética e fundamentos sócio-filosóficos da educação. A UEMG é considerada a 3ª maior universidade pública do estado de Minas Gerais, menor apenas que a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

A UEMG não mede esforços para se adequar à realidade ao seu redor. Atendendo a vocação industrial de Ubá, em 2006 a universidade se uniu a Fundação Irailda Ribeiro e a Prefeitura Municipal de Ubá para criar um curso fora de sede, em Design de Produto. No ano seguinte, com a instalação de modernos laboratórios e a implantação dos cursos de bacharelado em Ciências Biológicas e Química, consolidou-se a Unidade Ubá, que passa a se adequar às necessidades da Zona da Mata mineira.

Ainda na UEMG, Faria coordena o grupo de pesquisa em Educação e Humanidades. Também é membro da Associação Brasileira de História das Religiões (ABHR) e da Sociedade Brasileira de História da Ciência (SBHC).

A ABHR trata-se de uma entidade sem fins lucrativos, independente de grupos políticos ou religiosos, e que tem como objetivo estimular a pesquisa, o ensino e a extensão universitária no campo das religiões e religiosidades e em todos os níveis acadêmicos. Já a SBHC promove ações na área de História das Ciências no país por meio de seminários. A intenção é aproximar pesquisadores envolvidos em programas de pós-graduação, professores, alunos de programas de pós-graduação e estudantes de diversas áreas em história das ciências.

Essa matéria faz parte da reportagem de estréia do portal Tribuna Universitária sobre os novos dirigentes do Ministério da Educação sob o governo de Jair Messias Bolsonaro. Confira outras matérias sobre o assunto:

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