Ensino Superior terá continuidade no MEC?

Mauro Rabelo, Secretário de Educação Superior do MEC

Por Vanessa Bencz, para o Tribuna Universitária

A SESu tem o único indicado ao MEC com experiência em gestão pública federal. Mauro Rabelo, que assume a Secretaria de Educação Superior, era diretor do DIFES durante a gestão de Rossieli Soares no MEC.

Mauro Rabelo, dirigente indicado para assumir a Secretaria de Educação Superior (SESu) do Ministério da Educação (MEC), é um dos únicos da equipe que nunca foram alunos do ministro da educação Ricardo Vélez Rodríguez. Rabelo é um homem dos números – sua graduação é em matemática.

Rabelo também é o único membro da nova gestão a já ter experiência pelo ministério. Durante a gestão de Rossieli Soares do MEC, ele era diretor de Desenvolvimento da Rede de Instituições Federais de Ensino Superior (DIFES), que integra a Secretaria de Educação Superior.

A secretaria que Rabelo assume é responsável por planejar e supervisionar políticas de educação superior, bem como manter e controlar as instituições públicas federais e de ensino superior (Ifes) e também as particulares. O desafio aguardado por Rabelo na SESu é grande. “Para o ensino superior, focaremos na tríade ensino, pesquisa e extensão”, adiantou o ministro Vélez Rodríguez no pronunciamento de posse, ocorrido em 2 de janeiro. Na mesma ocasião, confirmou também que o “marxismo cultural” será combatido dentro de todas as salas de aula, inclusive nas universidades. Entretanto, não foram oferecidos detalhes sobre como isso vai impactar no trabalho de Rabelo.

O que consta em seu currículo

Seu primeiro diploma foi conquistado nos anos 1980 pela UnB – graduou-se em Matemática. Logo a seguir, na mesma universidade, garantiu mestrado e doutorado. Para o pós-doutorado, Rabelo foi literalmente longe. Rumou aos Estados Unidos estudar em uma das faculdades mais prestigiadas do mundo: a californiana Stanford University.

Assim como em outras grandes universidades norte-americanas, a Stanford é conhecida por ser extremamente criteriosa ao eleger os estudantes. O histórico escolar dos candidatos precisa ser, no mínimo, brilhante. Dos 19 mil estudantes que solicitam sua inscrição anualmente, apenas 12,7% são admitidos, dos quais 5% são estrangeiros – são cerca de 120 estudantes que não são norte-americanos.

Sua trajetória na UnB é vasta: docente no departamento de Matemática, Rabelo já foi chefe do departamento e coordenador de graduação. Foi também subcoordenador do programa de avaliação seriada e posteriormente presidente da comissão dedicada ao tema, coordenador de extensão, gerente de processos seletivos e avaliação e subcoordenador do vestibular na Universidade de Brasília.

Rabelo é autor do livro “Avaliação Educacional: fundamentos, metodologias e aplicações no contexto brasileiro”, da Coleção PROFMAT, editado pela Sociedade Brasileira de Matemática. Suas publicações não se resumem a material impresso – é autor de vários artigos científicos na área de matemática. Outro assunto que o secretário destrincha com frequência tem a ver com questões de avaliação educacional. Seja avaliação de competências, de sistemas ou de larga escala. Também já organizou eventos científicos e de divulgação, nacionais e internacionais. Foi membro de dezenas de bancas avaliadoras de estudantes de graduação, mestrado e doutorado.

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Essa matéria faz parte da reportagem de estréia do portal Tribuna Universitária sobre os novos dirigentes do Ministério da Educação sob o governo de Jair Messias Bolsonaro. Confira outras matérias sobre o assunto:

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