Kombucha, bebida fermentada, não tem funcionalidade probiótica confirmada

Faltam estudos sobre dose segura para o consumo, alerta pesquisador da Faculdade de Farmácia em entrevista à TV UFMG

A busca por uma alimentação cada vez mais natural e saudável aumentou, nos últimos anos, o interesse pela kombucha, bebida de origem asiática obtida por meio da fermentação alcoólica e acética da infusão de chá (Camellia sinensis). O processo baseia-se na combinação de chá e açúcar junto ao inóculo, o conjunto de microrganismos responsáveis pela fermentação. O resultado é uma bebida adocicada, levemente ácida e naturalmente gaseificada. Como não há um processo padronizado de produção, essas características podem se modificar de acordo com a quantidade de insumos e com o tempo de fermentação.

A caracterização química e farmacológica da kombucha é tema de pesquisa realizada na Faculdade de Farmácia da UFMG. Seu autor, o doutor em Ciência de Alimentos Cosme Barbosa, alerta para os perigos da desinformação a respeito da bebida. Ele salienta que não há pesquisas que comprovem sua funcionalidade probiótica – a simples presença de microrganismos em um alimento ou bebida não o torna probiótico. Cosme afirma ainda que, por não haver um estudo que indique dosagem segura para consumo, gestantes devem evitar sua ingestão. 

Em entrevista à TV UFMG, o pesquisador fala sobre a produção, cita potenciais aplicações e benefícios para a saúde e faz um alerta sobre a falta de comprovação científica para diversas informações que circulam na internet.

Equipe: Bruna Gomes (produção e imagens), Daniel Mendes (produção), Lucas Tunes (imagens), Otávio Zonatto (edição de imagens) e Renata Valentim (edição de conteúdo)

Nota do editor: conteúdo publico originalmente no site da UFMG

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