Vai ter mulheres cientistas sim!

Capa do e-book/divulgação

Fundação de pesquisa de Minas Gerais publica e-book com a histórias de mulheres cientistas

Todo dia é dia de alguma coisa. Se procurar bem vamos achar uma data comemorativa na maioria dos dias do ano. Aliás, nem precisa muito esforço, hoje em dia os buscadores online facilitam o trabalho que antes precisaria de um bom tempo folheando enciclopédias.

Hoje, dia 11 de fevereiro, é o dia internacional das mulheres e meninas na ciência, e para marcar esse dia foi lançado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) o e-book Mulher faz ciência: dez cientistas, muitas histórias.

O livro tem como objetivo inspirar meninas e mulheres que desejam se tornar cientistas, mostrando que lugar de mulher é onde ela quiser. A publicação traz a história de 10 mulheres de diferentes formações e regiões do Brasil que ganharam visibilidade, recentemente, na mídia, graças a prêmios conquistados em suas áreas de atuação.

“Elas mostram que é possível lutar pela igualdade de espaço nas ciências para homens e mulheres, brancos, negros, indígenas, pessoas de todas as cores e todos os níveis sociais. São pesquisadoras diferentes entre si mas também iguais, se considerarmos que praticamente todas as trajetórias são marcadas por desafios superados”

trecho da apresentação do livro

O livro é uma inciativa muito importante, pois embora o número de mulheres pesquisadoras no país tenha crescido 11% nas últimas décadas e elas tenham publicado entre 2001 e 2015 cerca de 49% dos artigos científicos, as mulheres tem carreiras mais tardias e ocupam menos postos altos nos espaços de pesquisa. Em 2015 apenas 27 entre 112 pesquisadores sênior do CNPq eram mulheres. Os dados são da pesquisa Gênero no panorama global da pesquisa.

Mais informações

Para saber mais sobre a presença da mulher no universo das pesquisas científicas acessando:

Estudo compara produção científica de mulheres em vários países, do blogue da biblioteca central da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Teto de vidro” na ciência: apenas 25% na categoria mais alta do CNPq são mulheres, artigo de Alessandra Monnerat, no site Gênero e Número

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